Esses dias em um trabalho de dança contemporânea, lemos um texto chamado Elogio aos Errantes : a arte de se perder na cidade, muitas reflexões sobre o que foi lido passaram pela minha cabeça, como a questão de como a pressa, o querer chegar a um destino nos impede de perceber as coisas mais simples que estão sempre a nossa volta, e quando nos andamos desprendidos, sem pensar no que deixamos de fazer, do que vamos fazer e pensamos somente no agora, no que esta acontecendo, acabamos percebendo os milhares de sons, de natureza, de cheiros, obras de arte, quanto espaço existe em nossa volta e não nos utilizamos dele.
Por que não se utilizar do meio que vivemos, do espaço que temos, do que sentimos e vemos, para tornar dança, para realmente sentir no corpo, dançar de " dentro para fora", não ficar somente em uma posição de execução.
Boa noite..